12 novembro, 2008

não dão a mínima

a indiferença é caracteristica das pessoas que não dão a mínima.

a raiva...é marca das pessoas que se importam demais.

19 outubro, 2008

quero não valer nada

Às vezes queria ter a capacidade de me importar com não me importar com nada. Queria não valer uma palha. Mas não consigo.

Sempre vou valer alguma coisa, pois
sou o preço da liberdade que pago, das brigas que compro, dos sentimentos que economizo. Não posso valer nada. E mesmo que não valesse coisa alguma seria infeliz. O que eu quero não é valer nada, é a felicidade dos que não valem nada. Quero a felicidade deles que são tão vãos e que parecem tão livres.


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18 outubro, 2008

Provérbio Cigano

Quando eu morrer enterrem-me de pé, pois passei minha vida toda de joelhos. *lido em A Bruxa de Portobello, de Paulo Coelho.
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17 outubro, 2008

A cegueira, sem ensaios.

Na vida o que existe são fatos, mas o que importa são os detalhes. O primeiro fato é o seguinte: você consegue ler. Com os olhos nesse texto você decifra as palavras e compreende a idéia - você vê. Tudo é muito claro no que se apresenta a sua frente: as folhas brancas de papel, as mãos suadas que a seguram, os rostos das pessoas, garfos, pratos, chão, sol, céu. Tudo é perceptível. Mas existe só um pequeno detalhe: você não enxerga.

Você vê a rosa, mas n enxerga os espinhos. Vê os sorrisos, mas não enxerga a solidão que eles demonstram. O sol é lindo, mas explosivo. O ar é puro, mas não é limpo. Você vê somente a superfície. Há mais ao alcance dos olhos, se você se der ao luxo de tentar encontrar. É tudo igual, nada muda. Exceto que a rosa, não é só a rosa: é a primavera. O sol não é só o sol, é a galáxia. E as pessoas não são sorrisos e lágrimas, são sentimentos.

E convenhamos, pouco importam as rosas e o sol e muito menos os garfos: são as pessoas que interessam, são pra elas que você vive; e mesmo que você seja um hermitão solitário você vive pra si mesmo e ainda assim a afirmação anterior se confirma. Quando foi a última vez que você viu seu melhor amigo chorar e não teve sequer que perguntar o porquê? Quando foi que sua irmã sorriu e você já sabia o motivo? Quantas vezes você percebeu a angústia por trás dos abraços ou as lágrimas que contém um aperto de mão?

Tudo isso nos leva ao segundo fato: você é cego. E embora seus olhos estejam abertos você os fecha para tudo aquilo que machuca ou que dá um pouco mais de trabalho ou que não chama sua atenção de forma violenta. O que quero dizer é que você não nota o mendigo na esquina, por quem você passa todos os dias, até que ele te aborde com uma arma. E mesmo quando isso acontecer você não vai ser capaz de perceber que ele não quer morte, ele quer comida.

Muitas coisas escapam aos olhos a princípio. E é importante saber disso. Mas da mesma maneira que abrir os olhos não significa enxergar, ter consciência não implica compreender. Porque quando você começa a compreender, chegamos ao terceiro fato: você pode enxergar. Ninguém precisa apreciar toda a primavera. Pra quê? A singularidade de uma única rosa a faz admirável. Mas a percepção de que ela é uma parte de uma estação anual é incrível. De que adianta observar a via láctea se é o sol que vejo todos os dias, a mesma esfera amarelada a me aquecer todas as manhãs?

Enxergar não é ampliar a visão. Enxergar é escolher. É admirar o sol sabendo que ele ilumina a tantos outros planetas além do nosso. É saber que o abraço não é só un enlace de abraços - é saudade, é alegria ou mesmo brincadeira. Enxergar é perceber possibilidades. E a triste verdade é que sempre seremos parcialmente cegos, porque nunca conseguiremos enxergar todas as possibilidades. Afinal, enxergar é escolher e escolhas são perdas. Mas ninguém precisa ver tudo. Pra admirar toda a primavera tudo o que você precisa é de um par de pupilas e de uma única flor diante delas.

O mendigo da esquina agradece.

* escrito depois de assistir 'O Ensaio Sobre a Cegueira', com direção de Fernando Meirelles, baseado na obra de mesmo nome de José Saramago.

28 setembro, 2008

você me incomoda.

Esses dias fui lembrado por um parente do quanto eu incomodo. Tenho consciência disso. Não sou perfeito e são os defeitos é que incomodam. Mas por outro lado, mesmo que não os tivesse - a perfeição têm um quê de insuportável. O difícil é expressar que a pessoa incomoda sem deixá-la sem graça e sem criar mal-estar. Porque nem pra todo mundo conviver é aceitar e pra poucos socializar-se é ceder.

O incômodo é uma percepção. O incomodado é o observador consciente da perturbação. A percepção é individual, subjetiva. E os incômodos às vezes são vãs escolhas. Se você cortou o cabelo e ficou com penteado X não é da minha alçada se sentir incomodado e se eu me sinto é porque eu preferi me importar.

Enfim,

Viver incomoda...os outros, claro. Mas os outros também nos incomodam. E existir é um eterno perturbar. Quando eu respiro, tenho certeza que irrito o ar que foi então sugado. E sabe o que eu faço? Respiro de novo, e de novo, e de novo.

Alguns incômodos são essenciais, assim como um corte de cabelo.

26 setembro, 2008

18 agosto, 2008

Perfil

novo perfil do orkut:

Você e (na verdade) Eu

Sou aquele que você não vai conseguir decifrar em 1 dia, aquele que gasta todos os créditos do celular com você sem culpa.

Sou quem te liga pra dizer que te amo; quem te manda um torpedo às 4h da manhã com uma única palavra: saudade.

Sou quem você não vai suportar, porque de vez em quando te direi certas verdades. Sou o primeiro a te criticar quando você foge do caminho. Mas também sou o primeiro a olhar nos teus olhos e conceder o meu perdão.

Sou o dono dos nossos beijos molhados, o protagonistas dos nossos dias mais felizes, o rei das brincadeiras idiotas e dos risos sem sentido.

O rebelde sem causa sou eu. O "grande", o "preto", o "japa"...eu, eu, eu. Sou quem assume os riscos que a sua coragem não permite e por isso você vai me odiar.

Sou o ser sem limites e sem pudores. Mas não pense que sou pior que você. Eu sou só mais feliz.

E saiba...

Nos seus olhos há um brilho que é da minha luz. E ela só está acesa porque você a acendeu.

- - // - -

Se você procura motivos pra me odiar, existem muitos.

Se você procura motivos pra me amar...existem só alguns.

A ESCOLHA É SUA.

07 agosto, 2008

fazendo merda (por telefone)

no telefone.



R:
Se eu te encontrar eu quebro a sua cara. O q é q vc quer?

Eu:
Eu quero encontrar alguém. Pegação é legal, mas tô cansado. Quero alguém pra me apaixonar, quero sair de mãos dadas, quero escrever bilhetes idiotas.

quero dizer eu te amo de vez em qnd.

R:
mas pra pessoa certa, né?

Eu:
pra erradas tb, ñ sei separar qual é qual.

R:
então você vai é se f****.

J:
estando sozinho ou com alguém a gtn sempre se f***. no amor a gnt sempre se f***. qro estar acompanhado nisso, pra variar.

R:
qro te dar uma porrada.

fim.

fazendo merda (por sms)

por sms.

R: Você tá ferrado na minha mão se não parar de fazer tanta MERDA. Te considero pra caracas, veio. Para com isso.

Eu: N tô fazendo merda nenhuma. E pára de me tratar como se eu fosse um louco. Seus medos em relação a mim não são reais e por isso você não tem o direito do jogar o peso deles nas minhas costas.