depois de ler o texto sobre a amigdalite um pensamento me ocorreu.
Em cada centímetro do meu corpo há uma célula, um ser minúsculo, que tem como único propósito na vida lutar por mim.
Que espetáculo é a consciência desse pensamento.
24 julho, 2008
a amigdalite
Descobri porque peguei amigdalite.
"O líquido em baixa temperatura, quando ingerido rapidamente, pode baixar suas defesas, devido a presença de uma flora bacteriana presente em sua traquéia. No momento da ingestão, o líquido gelado que vai para o estômago, provoca um desequilíbrio térmico no interior do nosso corpo. Isto faz com que o sangue e os glóbulos vermelhos, que são a defesa do organismo naquela região, sigam instantaneamente para o aparelho digestivo, à fim de levar calor para àquela região. Isto provoca uma baixa resistência nas defesas da garganta que pode ser invadida pôr bactérias e vírus localizados naquela região, causando com isso um foco infeccioso, conhecido pôr amigdalite, que vai provocar rouquidão. Para evitar a origem destes problemas basta, você ingerir líquidos gelados mais pausadamente, quebrando inicialmente a baixa temperatura na boca. "
Viva a informação.
Link para o arquivo doc do texto DICAS DE LOCUÇÃO aqui.
"O líquido em baixa temperatura, quando ingerido rapidamente, pode baixar suas defesas, devido a presença de uma flora bacteriana presente em sua traquéia. No momento da ingestão, o líquido gelado que vai para o estômago, provoca um desequilíbrio térmico no interior do nosso corpo. Isto faz com que o sangue e os glóbulos vermelhos, que são a defesa do organismo naquela região, sigam instantaneamente para o aparelho digestivo, à fim de levar calor para àquela região. Isto provoca uma baixa resistência nas defesas da garganta que pode ser invadida pôr bactérias e vírus localizados naquela região, causando com isso um foco infeccioso, conhecido pôr amigdalite, que vai provocar rouquidão. Para evitar a origem destes problemas basta, você ingerir líquidos gelados mais pausadamente, quebrando inicialmente a baixa temperatura na boca. "
Viva a informação.
Link para o arquivo doc do texto DICAS DE LOCUÇÃO aqui.
21 julho, 2008
Vou subjugar o amor
O amor foge de mim. Onde eu permaneço, nesse lugar ele não está. Onde eu vou, ele sabe e sai de lá. Eu e o amor somos como imensos ímãs, só que de polos iguais.
Mas, insconsciente, quando foge, ele deixa um rastro de migalhas, assim como João (da história de João e Maria). Exceto que as migalhas não são de pão - são fragmentos dele próprio, pequenos pedaços de si jogados ao léu. Fugindo de mim o amor se desfaz.
Acontece que eu sigo essas migalhas. Coleciono os pedaços do Amor (que no final das contas são pedaços de todos nós). Eu aproveito onde ele não está e vou juntando, pouco a pouco, um a um, os fragmentos que tenho. Eu aproveito onde Ele não está e recomponho o Amor.
Exceto que...o dia vai chegar em que o único fragmento que restar vai ser o ser ambulante e tímido que insiste em fugir de mim. O amor só terá um fragmento de si mesmo (talvez o coração que pulsa no pequeno corpo); eu terei os outros, todos os outros.
As migalhas, independente de que material derivam (de pão ou de sentimentos) são nada. Uma migalha de pão é um nada de pão. Digo isso porque um dia o Amor será apenas 1 migalha. Nesse dia o amor será um pedaço de nada. O amor será nada sem mim.
Nesse dia, ele não terá escolha a não ser se ajoelhar a meus pés. Vou subjugar o amor. E de posse do último pedaço, da última migalha, vou acabar a construção do ser que foi retalhado. Nesse dia utópico, porém possível, ele não vai mais fugir de mim.
Mas, insconsciente, quando foge, ele deixa um rastro de migalhas, assim como João (da história de João e Maria). Exceto que as migalhas não são de pão - são fragmentos dele próprio, pequenos pedaços de si jogados ao léu. Fugindo de mim o amor se desfaz.
Acontece que eu sigo essas migalhas. Coleciono os pedaços do Amor (que no final das contas são pedaços de todos nós). Eu aproveito onde ele não está e vou juntando, pouco a pouco, um a um, os fragmentos que tenho. Eu aproveito onde Ele não está e recomponho o Amor.
Exceto que...o dia vai chegar em que o único fragmento que restar vai ser o ser ambulante e tímido que insiste em fugir de mim. O amor só terá um fragmento de si mesmo (talvez o coração que pulsa no pequeno corpo); eu terei os outros, todos os outros.
As migalhas, independente de que material derivam (de pão ou de sentimentos) são nada. Uma migalha de pão é um nada de pão. Digo isso porque um dia o Amor será apenas 1 migalha. Nesse dia o amor será um pedaço de nada. O amor será nada sem mim.
Nesse dia, ele não terá escolha a não ser se ajoelhar a meus pés. Vou subjugar o amor. E de posse do último pedaço, da última migalha, vou acabar a construção do ser que foi retalhado. Nesse dia utópico, porém possível, ele não vai mais fugir de mim.
18 julho, 2008
06 julho, 2008
as contas
No médico com meu pai:
Pai: É, nós tentamos esquecer as dívidas, mas o problema é que elas sempre lembram de nós.
Eu: É verdade. Viver é uma eterna dívida.
e é, começando pela dívida que temos com Deus: a dívida de ser feliz.
e essa eu quero pagar com juros.
Pai: É, nós tentamos esquecer as dívidas, mas o problema é que elas sempre lembram de nós.
Eu: É verdade. Viver é uma eterna dívida.
e é, começando pela dívida que temos com Deus: a dívida de ser feliz.
e essa eu quero pagar com juros.
é preciso
Repaginar-se é preciso.
Pogredir em alguns campos.
Regredir em outros.
Mudar.
Estou mudando...
Pogredir em alguns campos.
Regredir em outros.
Mudar.
Estou mudando...
04 julho, 2008
as pessoas erradas não dóem
Encontrar pessoas legais dói.
As conheço, elas me encantam, eu me apaixono, elas se vão.
Meu coração bate e cada batida é uma saudade de alguém e de alguma coisa. Cada batida é uma dor.
As pessoas mais ou menos, não. Você as encontra, as conhece e reconhece que é só por agora, que é só aquele momento. Elas se vão. E tudo bem, tanto faz.
As pessoas mais ou menos são as pessoas erradas, mas pelo menos elas não dóem.
As conheço, elas me encantam, eu me apaixono, elas se vão.
Meu coração bate e cada batida é uma saudade de alguém e de alguma coisa. Cada batida é uma dor.
As pessoas mais ou menos, não. Você as encontra, as conhece e reconhece que é só por agora, que é só aquele momento. Elas se vão. E tudo bem, tanto faz.
As pessoas mais ou menos são as pessoas erradas, mas pelo menos elas não dóem.
Houston, I have a problem
Eu tenho problemas. Procuro o amor nos lugares mais improváveis. Eu o encontro. Ele foge. Ele me persegue mas nunca se mostra, como naquelas brincadeiras em que a pessoa anda e há outra atrás que sempre repete os movimentos de quem está na frente: a pessoa vira pra direita, a outra, atrás, também, tornando impossível que a pessoa na frente perceba sua presença.
Eu tenho problemas. Eu amo demais, amo muito rápido e por muito tempo.
Eu tenho problemas. Eu amo demais, amo muito rápido e por muito tempo.
Eu sempre morro
Nada é tão desgastante e injusto do que se empenhar em uma batalha perdida. E o pior é que você só percebe que é perdida na metade do caminho.
Ontem eu vi a face da derrota. Olhei nos olhos frios de seu rosto fino e neles li que a batalha estava perdida; que nada eu podia fazer; que não dependia de mim. E durante o instante em que tomava consciência dessa verdade concebida, ficamos fitando um os olhos do outro. As pupilas da derrota, frias como o rosto, eram carregadas de desprezo e dó. As minhas estavam carregadas de lágrimas, invisíveis, que eu queria chorar. Ela percebeu.
Como é de costume, a derrota veio se aproximando, seu corpo mirrado cada vez mais perto do meu, culminando num abraço, as mãos firmes em volta dos meus braços. Então senti o já conhecido tombo. As pernas falharam, caí para trás, sozinho e afundei num chão de concreto que mesmo intacto se partiu para me receber.
Ali, deitado na vala que o universo criou pra mim, continuei a fitar os olhos da derrota, que agora mostravam ainda mais dó. Mais uma vez via a derrota de baixo. E ali eu mais uma vez morri, tendo como última visão as pupilas frias daquela me enterrava.
Eu morri, mas continuei vivo. Porque cada pequena derrota é um grande adeus e um pequeno falecimento: morre a vontade de tentar, o sonho de vencer.
Mas não é sempre que a derrota me abraça. Às vezes eu envolvo meus braços sobre ela e a vejo cair para trás e a fito lá embaixo, lá de cima. E então ela morre. E volta a viver.
E é assim que passo a vida, ora abraçando a derrota, ora sendo abraçado por ela. Mas em um quesito ela é invencível: quando estou embrenhado em uma batalha perdida, Ela me esbofeteia com suas mãos feitas de VERDADE (a verdade é sempre um tapa na cara) e eu sempre perco, ela sempre ganha.
Eu sempre morro.
Ontem eu vi a face da derrota. Olhei nos olhos frios de seu rosto fino e neles li que a batalha estava perdida; que nada eu podia fazer; que não dependia de mim. E durante o instante em que tomava consciência dessa verdade concebida, ficamos fitando um os olhos do outro. As pupilas da derrota, frias como o rosto, eram carregadas de desprezo e dó. As minhas estavam carregadas de lágrimas, invisíveis, que eu queria chorar. Ela percebeu.
Como é de costume, a derrota veio se aproximando, seu corpo mirrado cada vez mais perto do meu, culminando num abraço, as mãos firmes em volta dos meus braços. Então senti o já conhecido tombo. As pernas falharam, caí para trás, sozinho e afundei num chão de concreto que mesmo intacto se partiu para me receber.
Ali, deitado na vala que o universo criou pra mim, continuei a fitar os olhos da derrota, que agora mostravam ainda mais dó. Mais uma vez via a derrota de baixo. E ali eu mais uma vez morri, tendo como última visão as pupilas frias daquela me enterrava.
Eu morri, mas continuei vivo. Porque cada pequena derrota é um grande adeus e um pequeno falecimento: morre a vontade de tentar, o sonho de vencer.
Mas não é sempre que a derrota me abraça. Às vezes eu envolvo meus braços sobre ela e a vejo cair para trás e a fito lá embaixo, lá de cima. E então ela morre. E volta a viver.
E é assim que passo a vida, ora abraçando a derrota, ora sendo abraçado por ela. Mas em um quesito ela é invencível: quando estou embrenhado em uma batalha perdida, Ela me esbofeteia com suas mãos feitas de VERDADE (a verdade é sempre um tapa na cara) e eu sempre perco, ela sempre ganha.
Eu sempre morro.
01 julho, 2008
som brasil
Imperdível o Som Brasil dessa semana em homenagem ao Cazuza. O Ney Matogrosso deu um show.
Adoro o Cazuza. Me lembra de quando eu era criança e ficava correndo como louco pela casa enquanto minha mãe ouvia os discos e cantava junto "Codinome Beija-Flor".
E o homem estava certo: o tempo não pára. Não pára não.
Não pára.
Adoro o Cazuza. Me lembra de quando eu era criança e ficava correndo como louco pela casa enquanto minha mãe ouvia os discos e cantava junto "Codinome Beija-Flor".
E o homem estava certo: o tempo não pára. Não pára não.
Não pára.
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